Por Prof. Franco Jornal "Canal PratiCidade" Você eleitor já pensou sobre a apatia que a política causa nas pessoas às vezes? A política é algo indissociável da convivência coletiva. Portanto deve ser cultivada sob valores coletivistas. Deve ser regida pelo princípio da alteridade. Deve considerar a existência e interatividade mútua com o outro em qualquer circunstância. A política que se baseia em valores individualistas é aquela que perpetua privilégios, que gera guerras, articulações de interesses e jogos de poder em detrimento da harmonia e bem estar social. Portanto a construção de valores sociais e humanos que visam a harmonização das diferenças entre os indivíduos deve ser o inicio e o fim de qualquer ação politica. Ou seja, uma vez que a politica surge para organizar a convivência entre pessoas e grupos diferentes, nasce dessa necessidade, é essa mesma necessidade que deve reger todas as suas implicações e instituições. Tudo na política deve dar conta de harmonizar as diferenças. Da conta de garantir o bem estar coletivo sem a opressão do indivíduo. E para isso o indivíduo necessita se libertar de suas vontades próprias que possam limitar a liberdade de outros. Leia com atenção a matéria do jornalista Allan dos Reis, site Taboão em Foco publicada na integra aqui no Canal Praticidade
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Os vereadores do chamado Bloco Independente e Harmônico (BIH) se juntaram aos governistas e acataram os vetos que o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) fez às emendas deles, que incluía uma série de benefícios aos servidores municipais como vale-transporte, vale-refeição, além de reajuste salarial. O recuo selou a paz entre os ‘independentes’ e o governo. Apenas os vereadores André Egydio (PSDB) e Professor Moreira (PSD), votaram pela derrubada do veto.
Com isso, o orçamento de 2019 que o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) enviou ao legislativo está valendo, com exceção do remanejamento, que – por enquanto – não tem. Os vereadores Marcos Paulo (PPS), Eduardo Nóbrega (PSDB), Érica Franquini (PSDB), Alex Bodinho (PPS) e Carlinhos do Leme (PSDB) que haviam lutado por uma série de benefícios ao funcionalismo abriram mão das propostas. Em contrapartida, eles devem voltar a indicar aliados para ocuparem cargos no governo.
O reajuste ao funcionalismo já estava garantido na peça orçamentária original e deve ser enviado à Câmara na próxima segunda, dia 1º de abril, em sessão extraordinária. O percentual ainda não foi anunciado, mas deve ficar entre 8% e 9%.
O vereador Eduardo Nóbrega falou sobre a pacificação. “O ponto central gira em torno do reajuste. Era a pedra de toque. Agora é o momento decisivo. Era a hora e o dia de se fazer Justiça ao funcionalismo municipal a tão sonhada lei que vai reajustar o salário”, diz. “Vou dar um voto de confiança ao prefeito que ajudei a eleger”, completou, ao dizer que terá sessão extraordinária para essa votação.
Já o presidente Marcos Paulo minimizou a importância do teor das emendas e diz que a luta era pelo direito de fazê-las. “Nós lutamos muito pelo direito de fazer emendas. E disso não abrimos mão e vencemos isso na Justiça. […] Nós também lutávamos também pela manutenção da mesa diretora. E o terceiro ponto é dizer que foi uma votação que abriu o debate de todas as emendas e abriu o diálogo para futuramente votar o reajuste. Parte das emendas fica no compromisso político”, diz.
Questionado se não era incoerente lutar por algo e depois votar contra, ele respondeu. “Aparentemente pode parecer uma incoerência. Mas também pela vontade política e para o bem do funcionalismo, nós demos esse passo atrás, pagando esse preço para que pudéssemos chegar ao reajuste salarial”, completou Paulinho.
PELO VETO
Evitando criticar diretamente seus colegas de parlamento, que compunham o BIH, os vereadores Egydio e Moreira alertaram para a incoerência dos cinco vereadores, que lutaram pelas emendas e votaram contra elas.
“Não posso vir aqui [em tribuna] depois de tudo, e minha consciência não permite, e manter esses vetos. Voto pela derrubada dos vetos”, diz Egydio, que pediu ao prefeito para ser expulso do PSDB para se juntar oficialmente à oposição.
Moreira também foi taxativo. “Estou com o povo e voto com o povo. Não tem como ficar 60 horas [na sessão do final de ano] e chegar aqui, como se nosso trabalho não fosse realizado. O parecer [da Procuradoria da Prefeitura] desmoralizou toda essa casa de leis. […] Vamos jogar no lixo tudo que fizemos”, clamou.
A Plitica é hoje a uma estrutura que se sustenta pela manutenção da ignorância. Ou seja, pela garantia de que as pessoas se sintam cidadãs mesmo não sabendo o que é e como exercer a cidadania. Garantido uma estrutura educacional apolitizada, com objetivo de formar consumidores e trabalhadores que se contentam em sobreviver e distrair com entretenimentos.
Tudo o que somos, pensamos, gostamos, escolhemos é resultado da articulação de forças políticas. Das instituições aos indivíduos. Do Estado às famílias. Os valores humanos se reproduzem em atitudes sociais, portanto políticas. E a essência desses valores em nosso país é o individualismo ideológico. A busca por status social através do poder de consumo.
Sem Palavras
Prof. Franco
Sociologo e jornalista do Canal PratiCidade
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